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Técnico 23 Nov 2005 17:00

Ubuntu

Ubuntu desktopNa sexta-feira passada eu passei algum tempo “exorcizando” o computador que eu uso no trabalho; ou seja, instalando Linux para substituir o Windows XP que eu usava até o momento. Foi um processo interessante, principalmente porque é a primeira vez que uso Linux como meu desktop “primário”. A distribuição escolhida foi a Ubuntu (baseada em Debian), versão 5.10.

O computador em questão é um Dell GX280; o detalhe mais peculiar dele é que o teclado não usa o conector PS/2, mas sim a porta USB. O monitor tem portas USB que replicam as do computador, o que faz com que eu tenha o teclado conectado diretamente ao monitor, e o mouse ao teclado. É prático, mas eu achei que havia alguma chance de que os Linux em geral não gostassem disso. Eu tinha razão: precisei conectar um teclado PS/2 à maquina para conseguir completar a instalação. Uma vez instalado, o teclado USB funciona perfeitamente.

Admito que o exorcismo não foi tão radical assim: a partição Windows foi mantida, com metade do disco, e instalei Ubuntu na outra metade; fiquei com uma estação dual-boot, portanto. Depois de alguns sustos, incluindo uma desagradável mensagem de “Missing operating system” no primeiro reboot, completei a instalação e fiquei com um Ubuntu funcionando perfeitamente bem.

Peculiaridades:

  • na instalação, não havia como configurar o teclado para “US-International”, mas depois de instalado foi possível fazer isso e a acentuação funcionou normalmente. O único detalhe foi o cedilha: ao teclar a seqüência normal, acento agudo + c, consegui um c com acento agudo (ć), o que faz um certo sentido. Para o cedilha, preciso fazer compose, vírgula e c. Sim, eu sei que não existe uma tecla “compose” em teclado de PC; ela é configurável (System -> Preferences -> Keyboard -> Layout Options -> Compose key position), selecionei o Alt da direita.
  • o plug-in para ver vídeos em Firefox (totem) não funciona direito; a primeira vez que caí em uma página com um vídeo Windows Media ele alocou toda a memória do sistema e precisou ser morto; a segunda vez, com um Quicktime, o vídeo tocou quatro vezes mais rápido que o normal e, em seguida, o browser fechou. Desabilitei o plug-in.

Fora isso, até o momento tudo funciona perfeitamente bem, e parece mais rápido do que em Windows para o mesmo tipo de tarefas. Em particular, o OpenOffice parece sensivelmente mais rápido do que o MS Office, e a atualização da tela em janelas de terminal é definitivamente muito mais rápida. Para o que eu uso, está ótimo, e não prevejo uma desistência tão cedo.

Técnico 04 Feb 2005 15:35

Gosling

Estive em um evento técnico da Sun ontem, o “Developer Day” (que, apesar do nome, durou só meio dia). Era um evento gratuito que atraiu uma boa platéia, apesar da chuva da noite anterior ter causado inúmeros problemas no trânsito e no transporte público naquela manhã; acredito que haveria ainda mais gente com tempo bom.

A primeira parte foi uma apresentação das novidades do J2SE 5, a versão mais recente de Java. O apresentador não era muito bom, infelizmente; parecia bastante nervoso, e abusou de termos como “stuff” e “thing”. Ainda assim, foi uma introdução boa às principais mudanças da linguagem (algumas meio bobinhas, como a nova sintaxe do for; outras bem mais sérias, como generics). O segundo apresentador, muito melhor, falou sobre o Java Studio Creator, a IDE para Java da Sun. Na apresentação pareceu ótimo, mas ainda não experimentei pessoalmente. É um produto comercial (US$99), mas todos que participaram do evento ganharam um DVD com um trial de 60 dias.

Depois do coffee break houve uma demonstração muito boa do Java Studio Enterprise, para criação de aplicações em servidores e com features muito interessantes de colaboração entre desenvolvedores. Aproveitamos para ver uma demonstração do Skype, sendo usado pelo apresentador para conversar com um colega na Rússia que ajudou com parte da demonstração.

Mas o que todo mundo estava lá para ver era a última parte, uma sessão de perguntas e respostas com James Gosling, que é o criador da linguagem Java. Eu já o havia visto no JavaOne de 1996, quando Java era algo muito mais novo e menos conhecido (e menos complicado, aliás). Ontem ele não apresentou nada, apenas respondeu a perguntas da platéia. As perguntas foram sobre o futuro da plataforma Java, sobre a história da linguagem e da Sun, sobre opiniões dele a respeito de patentes e do acordo Sun-Microsoft etc. Ele contou histórias interessantes, embora algumas perguntas não tenham sido muito boas.

No fim de tudo, uma turma de crianças de 10 anos que estão aprendendo Java na escola veio ao palco e foi apresentado um bolo de aniversário, comemorando os 10 anos da linguagem.

Apesar de ter certificação Java, eu não tenho programado muito na linguagem há um bom tempo, e até estou meio afastado da “comunidade” Java: não participo de grupos de usuários ou mailing lists nem me envolvo (nem de longe) co JSRs e o JCP. Aliás, como tem siglas nessa comunidade! Como resultado, acabo ficando pouco informado sobre novidades; eu nem sabia direito o que era NetBeans ainda, por exemplo.

Meu “entusiasmo” ultimamente tem sido mais com linguagens de script, como Python, que podem ser tão “poderosas” quanto Java e são mais amigáveis para projetos de pequeno porte. A impressão é que Java acabou virando uma linguagem “corporativa” e, para dizer a verdade, um pouco monótona. Mas quem sabe brincando um pouco mais com ela, eu pego embalo de novo… Qualquer dia desses eu experimento o Studio Creator e vejo o que acontece.

Técnico 01 Nov 2004 11:07

Pingüim brasileiro

Saiu um artigo muito interessante na última edição da revista Wired, que está nas bancas agora, sobre o apoio ao movimento de software livre e “creative commons” no Brasil, tanto por “pessoas comuns” quanto pelo governo: We Pledge Allegiance to the Penguin.

A revista vem com um CD com várias músicas que podem ser legalmente distribuídas pelos leitores; um exemplo é Oslodum, do Gilberto Gil. O nosso Gil é uma das principais figuras da reportagem, a propósito.

Técnico 03 Jan 2004 11:59

Ano novo, RSS etc.

Antes de mais nada, feliz ano novo para todos que lerem isso enquanto o ano ainda é novo :-)

Para um projeto no qual estou começando a trabalhar (mais detalhes sobre ele mais tarde), passei algum tempo ontem lendo sobre os vários sabores de RSS que existem por aí (são vários, sem contar com o Atom, com o qual vou lidar mais tarde). No entanto, é impressionante quantos sites diferentes “ensinam” a ler RSS usando o módulo XML::RSS do Perl. Então, isso é o que eu decidi usar, apesar de eu originalmente ter planejado usar Python ou Java para isso.

Primeiro passo: baixar o módulo XML::RSS na minha máquina. Parece fácil: você faz um

# perl -MCPAN -e “install XML::RSS”

e é só esperar terminar. Bom, só parecia fácil. A minha máquina roda Windows. Eu tenho o Cygwin, que facilita um pouco e que me permitiu usar exatamente o comando acima e ter quase tudo funcionando como esperado, mas o XML::RSS precisa de uma série de outros módulos, e o LWP::Simple não queria instalar (o tar reclamava de um timestamp inválido em um arquivo). Bom, baixando o módulo à mão e fazendo o conhecido “perl Makefile.PL / make / make test / make install” deveria ser o suficiente, mas daí eu precisei ir atrás dos pré-requisitos também manualmente.

Depois de gastar alguns minutos convencendo o módulo CPAN a instalar o módulo URI, tudo funcionou e consegui rodar meu primeiro parser de RSS:

use strict;
use XML::RSS;
use LWP::Simple;
my $feed;
my $arg = shift;
my $rss = new XML::RSS;
$feed = get($arg);
die “Failed retrieving $arg” unless $feed;
$rss->parse($feed);
foreach my $item (@{$rss->{‘items’}}) {
next unless defined($item->{‘title’}) && defined($item->{‘link’});
print “$item->{‘link’} => $item->{‘title’}\n”;
}

Ok, não é muito elegante ou seguro, mas é um começo. Aguardem detalhes sobre futuros progressos…

Técnico 24 Aug 2003 17:13

Programadores

Esse é um problema que eu tenho e, tenho certeza, muita gente também tem: como entrevistar programadores. Esse artigo tem uma série de dicas (algumas delas conflitantes) de pessoas com anos de experiência tanto em programação quanto em gerenciamento de programadores.

O livro Expert C Programming (Peter van der Linden) também tem um capítulo dedicado exclusivamente a esse assunto.