Austrália 18 Oct 2006 16:44

Notas da Austrália - 18/10

Romário O time de futebol profissional de Adelaide, o Adelaide United, contratou o baixinho para dar uma mão para o time; Romário vai ficar com eles por pouco menos de um mês (do final de novembro a meados de dezembro) e participar de quatro partidas, três delas em casa. Ontem houve um amistoso entre o Adelaide United e o time atual do Romário, o Miami FC; Miami ganhou por 2×1, com um gol de Romário. O Adelaide United é hoje o terceiro colocado no campeonato nacional, oito pontos atrás do líder. Em nenhuma das inúmeras matérias a respeito na imprensa (TV e jornais) vi menções à tradicional indisciplina de Romário, mas tampouco acho que em um mês o treinador vá se irritar muito com ele.

Eleição estadual Na Austrália, as eleições estaduais não acontecem junto com as federais, nem acontecem todas ao mesmo tempo: como o sistema parlamentarista também vale para os governos estaduais, não há data fixa para as eleições (e, também, não se vota para governador, mas para o parlamento). Aqui em Victoria as eleições vão acontecer daqui a pouco mais de um mês, dia 25/11 (e é possível votar desde 13/11), mas é tudo muito discreto: mal se menciona o assunto na imprensa. A comissão eleitoral (equivalente ao TRE) começou uma campanha chamando o público a se inscrever para votar (o que é obrigatório), mas fora isso mas se fala em eleições. Uma coisa que é diferente do Brasil é que os candidatos não precisam pertencer a um partido; para se candidatar basta baixar um formulário online, imprimir, preencher e entregar até dia 10/11, pagando uma taxa de 350 dólares (que é devolvida se o candidato tiver pelo menos 4% dos votos ou for eleito).

Seca O último inverno foi um dos mais secos dos últimos tempos, e espera-se um verão quente no leste da Austrália, piorando a situação de seca que já vem dos últimos anos. O governo australiano considera que seca é algo normal, e por isso a agricultura só recebe ajuda em caso de “circunstâncias extraordinárias”; ou seja, espera-se que os agricultores saibam que o país é seco e lidem com a situação por contra própria. Mas este ano a situação é extraordinária, e o governo está liberando 350 milhões para ajudar os agricultores. Há campanhas de economia de água o tempo todo na TV, mas elas são de utilidade discutível: Melbourne já reduziu seu consumo de água em 22% desde 1990, mas a cidade é responsável por apenas 8% do consumo do Estado; 70% da água vai para a agricultura, e 1/7 disso vai para a cultura de arroz (não, eu não sei por que um país seco planta arroz). O governo vai gastar $500 milhões nos próximos anos para encanar 16.000km de aquedutos abertos, reduzindo perdas por evaporação (que chegam a 50% no verão).

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