Monthly ArchiveJune 2006



Austrália 30 Jun 2006 12:48

Variedade

Uma colega de trabalho voltou recentemente dos EUA e trouxe de presente para a equipe alguns pacotes de M&Ms. Não que aqui não exista M&Ms, mas não existem com a variedade que existe nos EUA: ela trouxe de manteiga de amendoim, de chocolate branco e com amendoim. É, aqui não tem os com amendoim, por algum motivo. Tem, sim; me disseram que não tinha e eu acreditei, mas vi no supermercado. Mas os outros dois não tem mesmo.

Uma coisa que a gente estranhou um pouco na Austrália, e percebemos mais ainda depois de passar um tempo no Brasil, é a falta de variedade de alguns produtos em supermercados; principalmente “supérfluos”, como é o caso dos M&Ms. Produtos dos quais no Brasil existem dezenas de tipos, aqui às vezes existem dois ou três.

Exemplo simples: Tang. Aqui tem de laranja, de limão e de manga. E só. No Brasil tem tangerina, pêra, morango, maracujá, caju etc. etc. E no Brasil há vários “similares” de empresas concorrentes; aqui, que eu lembre, só existe um concorrente, com mais ou menos a mesma variedade de sabores. Outro bom exemplo são biscoitos doces: no Brasil existe uma infinidade de marcas e sabores (e o sabor “floresta negra” parece estar na moda), aqui existem bem menos. Um passeio por um supermercado grande no Brasil, para a gente, era cheio de surpresas: sabores novos de produtos antigos, sabores que a gente não lembrava que existiam, e muito mais sabores do que aqui em praticamente qualquer tipo de produto.

Verdade que algumas coisas são mais variadas aqui. Acho que um exemplo é arroz; o supermercado típico aqui tem arroz de grão longo, de grão médio, para sushi, integral, arborio (para risoto), basmati (para comida indiana), selvagem… Refrigerante também me parece ter mais variedade aqui (mas não tem guaraná).

A minha teoria é que o principal motivo para isso seja o tamanho do mercado. A Austrália tem mais ou menos a mesma população da Grande São Paulo, o que quer dizer que tem muito menos consumidores que no Brasil (e nos EUA, claro). Assim, um produto que só seja comprado por uma parcela pequena da população vai ter bem menos interessados aqui do que em países maiores; logo, só aparecem no mercado produtos que apelem a um percentual grande dos consumidores, o que automaticamente quer dizer que a variedade vai ser menor. O menor tamanho do país também implica em um número menor de concorrentes, com o mesmo efeito. Mas é só uma teoria, claro.

Acaso &Brasil 29 Jun 2006 14:36

Comentários

Aproveitando o dia sem futebol, alguns assuntos mais “leves”:

  • TV digital: ok, o Brasil adotou o padrão japonês, e os europeus e americanos não gostaram muito; a minha impressão é que, na prática, não faz muita diferença para a população, e que deveria ter sido uma decisão meramente técnica; não entendo porque a palavra final teria que ser do presidente, como disse o ministro das Comunicações. O governo diz que é o sistema que mais se encaixava nos requisitos, o que parece ser verdade. Pessoalmente, me parece que o modelo europeu seria melhor no quesito “tem mais gente usando”, o que geralmente implica em preços melhores para equipamento tanto para consumidores quanto para emissoras (o padrão japonês é usado só no Japão). Incidentalmente, a Austrália usa o padrão europeu.
  • Eleições: não vou votar em ninguém este ano (vou estar fora do Brasil nos dias das eleições), então me sinto à vontade para criticar todos os candidatos; mas alguns são mais fáceis de criticar do que os outros, claro. Por exemplo, Heloísa Helena promete baixar juros por decreto assim que assumir, e sem gerar inflação. Alguém deveria providenciar a candidatura dela para o Nobel de Economia. Admiro muito a Heloísa Helena, em particular sua honestidade e sua devoção aos seus princípios; o que não admiro são os princípios em questão, e o fato de ela achar que tem solução para problemas que, na verdade, ela não entende.
  • Segurança pública: alguém consegue me explicar como é que uma ação policial que resultou em treze mortes pode ser considerada um sucesso, como disse o governador de SP? O simples fato de uma ação que tentaria evitar algo que já se sabia que ia acontecer há dias resultar em um tiroteio ao ar livre já deveria querer dizer que a operação fracassou e foi mal planejada. Tiroteio nunca pode ser o objetivo, e o fato de que os treze mortos são (supostamente) criminosos que estavam no ato de cometer um crime é irrelevante. Ok, melhor os criminosos que as vítimas (ou os policiais), mas “sucesso” não é como eu descreveria o evento.

A propósito: Brasil x França, neste fim de semana, não vai ser revanche de 1998. Para isso teria que ser a final. Vai ser, no máximo, revanche de 1986.

Acaso 28 Jun 2006 15:55

Brasil 3, Gana 0

É meio clichê dizer que “o placar do jogo não é a história toda”, mas essa é realmente a melhor maneira de descrever a partida. Com dez minutos de jogo eu achei que estávamos nos encaminhando para uma goleada brasileira e que Gana não iria terminar o jogo com onze jogadores em campo. Ok, foi 3×0, o que é quase uma goleada, e realmente Gana teve uma expulsão. Mas o jogo não foi como parecia que ia ser.

Gana jogou exatamente como se espera que times africanos joguem: correndo muito, atacando bastante e deixando alguns furos meio gritantes na defesa. Só que o Brasil, depois de fazer o primeiro gol, se acomodou na defesa e ficou tentando contra-ataques, sem muita eficácia. Só não levou gol por sorte em mais de uma ocasião (em particular com aquela cabeçada que pegou no pé do Dida, logo antes do segundo gol).

Verdade, no segundo gol o Adriano estava impedido, mas comparando com os erros de arbitragem que tem acontecido, este foi um dos menores. Afinal, foi uma jogada rápida e foi um impedimento por questão de centímetros. O primeiro e o terceiro gols foram certamente legítimos; apesar das reclamações, não me pareceu que a arbitragem estivesse favorecendo significativamente o Brasil.

Mas que o Brasil não jogou bem, não jogou. Muitos passes errados, muito poucas jogadas de ataque, uma defesa insegura (exceto pelo Dida)… Parte disso deve ter sido causado pelo estilo de jogo dos… ganenses? gananos? ganianos? ganeses? bom, dos africanos, parte pela apatia do Adriano, parte pelo primeiro gol acontecendo muito cedo. Se o Brasil não tivesse marcado tão cedo, ou se Gana tivesse conseguido empatar, teria sido um jogo bem diferente. E talvez não tão bom para o Brasil.

Almoçando com colegas de trabalho hoje, estavam presentes um alemão, um austríaco, um francês, um italiano (por descendência) e um espanhol (idem), além de mim e de vários australianos. O assunto principal só podia ser a Copa. Havia dois consensos: a Espanha mereceu cair fora, e se o Brasil jogar com a Alemanha como jogou ontem, a Alemanha vai ser campeã. Isso, claro, assumindo que o Brasil passe pela França e por Portugal (não acho que a Inglaterra vá ganhar, mas também não achei que a França ia, então…).

Aliás, três consensos: esses jogos na madrugada estão arrasando com a produtividade de todo mundo.

Acaso &Austrália 27 Jun 2006 10:38

Austrália 0, Itália 1

Digamos que foi uma derrota honrosa. Racionalmente falando, existem maneiras muito piores de perder do que o que aconteceu. Mas, emocionalmente falando, ficar acordado até as 3 da manhã para ver o jogo ser decidido em um pênalti duvidoso aos 48 do segundo tempo não é exatamente agradável.

Eu esperava que fosse um jogo relativamente simples: Itália atacando freqüentemente, Austrália se defendendo e reagindo com contra-ataques. Na verdade, foi quase que exatamente o oposto. No primeiro tempo a Itália até que chegou algumas vezes com perigo, e o goleiro Schwarzer salvou o time pelo menos três vezes, mas a Austrália sempre dominou a posse de bola. Lógico que um dos motivos para esse domínio estatístico é que, quando os italianos pegavam a bola, eles eram muito rápidos e logo concluíam; os australianos ficavam trocando passes no meio de campo esperando aparecer algum espaço na defesa.

Já no segundo tempo, depois que um zagueiro italiano foi expulso (em um lance duvidoso), só deu Austrália. A Itália recuou, ficou toda na defensiva, e só saía para contra-ataques. O problema é que a Austrália não conseguia chegar com muito perigo; foram muito poucas as chances claras de gol. Um ataque um pouco mais eficiente poderia ter decidido o jogo relativamente cedo; mas o craque Harry Kewell estava machucado e o técnico, aparentemente esperando que o jogo fosse para a prorrogação, demorou para colocar reservas em campo. Quando o atacante John Aloisi entrou, não havia mais muito tempo.

Se o jogo tivesse terminado empatado, a Austrália poderia ter “ganhado no cansaço” dos italianos na prorrogação. No fim, o jogo acabou sendo decidido no último ataque dos italianos, em um pênalti muito duvidoso.

Foi um final triste para a seleção e a torcida australiana, mas em geral foi uma boa Copa para eles. Fizeram muito mais do que se esperava; antes da Copa, ninguém levava muito a sério a possibilidade de classificação para a segunda etapa. E despertaram o interesse pelo futebol aqui; os governadores de New South Wales e Victoria já disseram que vão pedir ao governo federal que o país se candidate para sediar a Copa de 2018, e o próprio Primeiro Ministro se disse “muito triste” com a derrota de hoje.

Agora, vamos torcer para o Brasil fazer mais bonito hoje à noite!

Acaso 26 Jun 2006 20:07

Austrália x Itália

Não, eu ainda não perdoei os italianos pelo Paolo Rossi.

Acaso &Brasil 23 Jun 2006 11:57

Brasil 4, Japão 1

Enfim, um placar digno da seleção brasileira. Um time que quer ser campeão do mundo não poderia fazer menos gols no Japão do que a Austrália fez!

Eu assisti esse jogo já sabendo o resultado, o que removeu completamente o nervosismo que seria normal em um jogo do Brasil. E, também, eu estava mais preocupado com o jogo da Austrália, que valia alguma coisa, do que com o do Brasil, que na prática não valia nada (desde que o Brasil não perdesse!). Acompanhei o jogo do Brasil durante o da Austrália pelo site da FIFA, mas sem muita preocupação (exceto pelo período entre o gol japonês e o empate), e depois assisti a transmissão “atrasada” da SBS até o quarto gol brasileiro.

É inegável que o Brasil, enfim, jogou bonito. Tivemos várias jogadas “de pé em pé”, muitos dribles elaborados, muitas jogadas individuais com perigo de gol etc. etc. Em geral essas jogadas foram pouco eficazes, no entanto; só o quarto gol saiu de uma jogada mais elaborada. Ainda assim, foi bom ver o time jogando um pouco mais como se espera que ele jogue.

Ronaldo definitivamente acordou, e foi recompensado jogando até o fim. Ronaldinho ainda não fez nada sensacional, mas ainda tem muito tempo (espera-se…). Foi bom ver que a defesa não se desintegrou sem Cafu e que o meio de campo se deu muito bem com Juninho. Robinho no lugar de Adriano também fez maravilhas pelo ataque. A pergunta é, já que os reservas jogaram melhor que os titulares, quem joga contra Gana?

Falando em Gana… não sei, times africanos jogando contra o Brasil sempre me deixam nervoso. Já nos demos mal com eles em duas Olimpíadas (com a Nigéria em 1996 e com Camarões em 2000); verdade que Olimpíadas é uma coisa, Copa é outra, mas ainda assim nunca é muito fácil. Seria uma das maiores zebras de todos os tempos, mas zebras hoje em dia não são mais animais tão raros (e são nativas da África!). Se passarmos por Gana, minha aposta para adversário nas quartas-de-final é Espanha.

Acaso &Austrália 23 Jun 2006 10:51

Austrália 2, Croácia 2

Tenho uma razoável certeza de que ninguém no Brasil assistiu esse jogo; ao menos, não ao vivo. Mas foi um jogo bonito.

O destaque do jogo, sem a menor dúvida, foi o juiz inglês Graham Paul. E não foi um destaque positivo: deixou de marcar um pênalti gritante para a Austrália logo no início do jogo; deixou de marcar outro pênalti gritante, quando um jogador croata cortou um cruzamento com uma cortada digna de vôlei no segundo tempo; deixou de marcar impedimento no segundo gol australiano (ok, ao menos parte da culpa foi do auxiliar); anulou sem muito motivo aparente o terceiro gol da Austrália (falta no goleiro, talvez? primeiro eu achei que ele tivesse dado pênalti, depois que tivesse acabado o jogo antes do chute); e ainda conseguiu a proeza de dar três cartões amarelos para o mesmo jogador croata, Šimunić, que acabou expulso depois do fim do jogo.

Mas, sobre o jogo propriamente dito: o time australiano controlou a partida na maior parte do tempo, exceto pelo período entre o primeiro gol de empate e o segundo gol croata; precisando ganhar, os croatas foram para cima e a Austrália se fechou. Os dois gols croatas foram meio bobos, embora a cobrança de falta que resultou no primeiro tenha sido perfeita. No segundo, o goleiro reserva levou um frango daqueles monumentais; não sei que fim levou o goleiro titular.

Já os gols australianos foram mais “trabalhados”. O primeiro veio em um pênalti, em uma das cinco ou seis vezes em que Cahill foi empurrado dentro da área. O segundo veio em um cruzamento bonito, seguido de um chute muito bem dado por Kewell (pronunciado “quíuel”), o craque do time. Ainda houve várias chances perdidas, mas nenhuma tão clara quanto as que ocorreram contra o Brasil.

Nos últimos dez minutos, com o jogo empatado e dez jogadores de cada lado, a Croácia não conseguiu colocar pressão e ainda ficou muito perto de levar mais um. Nos acréscimos o juiz se atrapalhou todo e confundiu todo mundo ao reverter um lateral da Croácia para a Austrália, em uma jogada que acabou resultando em um terceiro gol da Austrália, anulado provavelmente por falta no goleiro. Depois ele discretamente terminou o jogo; tão discretamente que quase ninguém reparou, principalmente porque logo após apitar o fim da partida ele expulsou um jogador croata (por reclamação, acho).

Em todo caso, muita festa dos australianos, tanto na Alemanha quanto aqui. Mais de 25.000 pessoas assistiram o jogo nos três telões instalados na cidade e se espalharam pelo centro exatamente na “hora do rush” das 7 da manhã para celebrar. Agora, é só esperar a Itália na madrugada de terça-feira, mas para a seleção australiana o objetivo já foi alcançado; mesmo perdendo para a Itália, os jogadores certamente vão ser recebidos com muita festa ao voltarem para casa.

Acaso &Austrália 22 Jun 2006 15:01

Torcida aumentando

Interessante o que um pouco de sucesso faz. No jogo entre Austrália e Japão, umas 5 mil pessoas foram à Federation Square assistir pelo telão. No jogo com o Brasil já foram umas 12 mil, e quase 2 milhões de pessoas assistiram pela TV (às 2 da manhã, e em um país com 20 milhões de habitantes que não liga muito para futebol); isso equivale a 95% dos aparelhos ligados naquele horário.

Já para o jogo com a Croácia, nessa madrugada, espera-se 20 mil pessoas na Federation Square. Como não cabem 20 mil pessoas, um novo telão está sendo colocado na beira do rio e o público vai ser direcionado para lá quando a praça encher. Cerca de 100 policiais vão patrulhar a área, e barreiras vão ser colocadas protegendo os trilhos dos bondes (tecnicamente, protegendo as pessoas). Ah, e bebidas alcoólicas são completamente proibidas em toda a área, sob pena de pesadas multas.

Se a Austrália passar para a próxima fase, o público do próximo jogo (provavelmente à 1 da manhã de terça) vai ser ainda maior. Principalmente se o adversário for a Itália: a comunidade italiana de Melbourne é bem grande.

Acaso 21 Jun 2006 15:25

Times internacionais

Acho incrível a quantidade de brasileiros que participam da Copa por outros times. Entre jogadores e técnicos, há brasileiros em praticamente todos os grupos dessa primeira fase.

Mas no jogo Austrália x Croácia, que vai ser na manhã dessa sexta-feira (ao mesmo tempo que Brasil x Japão), há uma situação interessante: sete australianos são de origem croata, e três croatas são nascidos na Austrália. Aliás, dois dos comentaristas da SBS (o canal de TV que apresenta os jogos aqui) são croatas. A situação mais “incômoda” é a do principal atacante da seleção australiana, que vai ter um dos seus melhores amigos como o zagueiro encarregado de marcá-lo.

Isso tem sido assunto freqüente na imprensa nos últimos dias, mas me parece que é mais uma daquelas “controvérsias” que os próprios jornalistas tentam criar, na verdade. Não consigo acreditar que um jogador vá “amolecer” para o outro time por causa da sua origem nacional. Aliás, Brasil x Japão vai ter uma situação similar, já que o Japão tem um técnico e um jogador brasileiros.

Em outro assunto: nas bancas de apostas australianas, o favorito para ser campeão continua sendo o Brasil, seguido bem de perto pela Argentina, com Alemanha, Inglaterra e Espanha empatadas em um distante terceiro lugar. O favorito para ser artilheiro é o argentino Crespo.

Acaso 20 Jun 2006 14:52

Depois de duas rodadas

Por incrível que pareça, metade da Copa já se foi: 32 dos 64 jogos já aconteceram. Aqui vai uma rápida passada de olhos pela minha opinião das duas primeiras rodadas.

Decepções:

  • Sérvia e Montenegro: maior decepção da Copa até agora; levaram apenas um gol nas eliminatórias inteiras, mas quando se encontraram com a Argentina se desintegraram mais rápido que o país que representam; segundo um vizinho meu que é de origem sérvia, existem muitas tensões internas no time
  • França: não sei se dá para contar como decepção, porque eu admito que não esperava grande coisa deles; mas esperava mais do que estão mostrando, e esperava que já tivessem passado pela “maldição de 98″ (depois da final da Copa de 98, a França não ganhou mais nenhuma partida de Copa do Mundo, e nem sequer tinha marcado gols na Copa até o jogo de ontem com a Suíça)
  • Costa Rica: talvez eu estivesse mal informado, mas esperava um rendimento melhor dos costa-riquenhos
  • países africanos: em geral, esperava muito mais deles; fora Gana, que ganhou da Itália e tem boa chance de se classificar, nenhum deles se saiu muito bem (mas quase todos jogaram bonito, com um futebol aberto e bem ofensivo)

Surpresas positivas:

  • Equador: não deveriam ser uma surpresa tão grande depois do desempenho das eliminatórias, mas ainda assim estão se saindo melhor do que eu esperava; a Alemanha que se cuide hoje à noite, ou pode acabar ficando sem a liderança do grupo
  • Argentina: certo, o time da Sérvia e Montenegro parece não ter comparecido ao jogo, mas ainda assim a Argentina jogou bonito e mostrou uma integração excelente; o segundo gol, em particular, foi muito bonito; temos que nos cuidar com os hermanos
  • Espanha: impressionou bastante no primeiro jogo, e se recuperou bem no segundo; como sempre é o caso com a Espanha, a questão é até quando vai durar essa boa fase
  • Gana: como comentei acima, é o único time africano que está se dando bem, e ainda por cima se deu bem justamente contra o time número 2 no ranking da FIFA (aliás, de onde vem esse ranking? EUA em número 5?!?)

Em um assunto paralelo, alguém mais notou que o uniforme da Austrália é customizado para cada jogo? Abaixo do distintivo da federação está escrito de qual jogo é aquela camisa e a data do jogo (“Australia vs Brazil, 19 June 2006″). Eles vêm fazendo isso pelo menos desde o amistoso com a Holanda, talvez até antes. O uniforme do Japão também tinha isso no jogo com a Austrália (não vi o outro jogo deles).

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