Monthly ArchiveJuly 2004



Austrália 30 Jul 2004 11:54

Cidades, subúrbios…

Aos poucos eu vou aprendendo como funciona a divisão administrativa das cidades por aqui… Aquilo que, olhando de longe, a gente chama de “Melbourne” (essa grande área urbana com uns 3 milhões de habitantes) é, na verdade, uma coleção de municípios administrativamente independentes. É um pouco parecido com a San Francisco Bay Area, com aquele monte de cidades mais ou menos juntas, mas com cidades menores e divisões ainda menos claras.

Onde a gente mora é a City of Melbourne, que é a área central da metrópole. Ela inclui o CBD (Central Business District, aquele “retângulo” que eu mencionei em outro texto) e os seus arredores; no total, tem pouco mais de 50 mil habitantes, dos quais uns 10 mil no CBD. Um pouco ao sul, mas não logo depois do rio, fica Port Phillip; a sudeste fica a City of Yarra; e assim por diante. Ainda não achei um mapa que mostrasse essas divisões muito claramente; andando por aí a gente nota quando muda de cidade pelas mudanças nas placas das ruas, mas é algo bem pouco distinto.

Essas “municipalities” são as divisões administrativas; cada uma tem um “city council” que tem vários “councillors”, conselheiros, similares aos nossos vereadores, e pode ou não ter um Lord Mayor (“prefeito”) e um Deputy Lord Mayor (“vice-prefeito”). O council cuida dos assuntos locais da cidade: obras nas ruas, coleta de lixo, parques, programas sociais, eventos etc., e do destino da “council rate”, um imposto sobre propriedade similar ao nosso IPTU.

Além disso, elas se dividem em subúrbios, que administrativamente são como os nossos bairros, mas são a “unidade de endereçamento” para correspondências. Por exemplo, a University of Melbourne fica na City of Melbourne, mas o seu endereço termina em “Carlton VIC 3053″, ou seja, fica no subúrbio de Carlton. É mais ou menos como se desse para endereçar uma carta para “Av. Protásio Alves, 1500 – Petrópolis – RS – 90xxx”, sem mencionar Porto Alegre.

O chato disso é que, para quem não conhece os nomes dos subúrbios e cidades, às vezes é difícil saber se algo é longe ou perto pelo endereço; quero dizer, não dá para saber se algo fica aqui em Melbourne mesmo, ou se é em uma cidade do interior. Essendon é um subúrbio aqui do lado, Glen Waverley é apenas um pouco mais longe, mas Geelong é uma cidade a uns 70 km de distância e Mildura a uns 200; mas isso só se descobre com o tempo. Ainda bem que tem pouca coisa no interior do estado :-)

Austrália 19 Jul 2004 23:19

Saquinhos e carrinhos

É incrível a quantidade de lugares em que se precisa pagar pelas sacolas plásticas para embrulhar compras. A Ikea é um deles, e a Bunnings, uma rede de lojas de ferragens, é outro. No supermercado elas são de graça, mas parece existir uma campanha nacional para que não se use sacolas plásticas, então todos os mercados vendem umas sacolas de pano que podem ser reutilizadas, e muita gente compra.

Mas no supermercado se precisa pagar para usar os carrinhos. Ok, é só um depósito (um dólar) que se recebe de volta ao se devolver o carrinho ao lugar de origem, mas que é estranho, é.

Austrália 19 Jul 2004 23:17

Brasil na mídia

Ocasionalmente a gente vê coisas sobre o Brasil na TV ou no jornal. Uma das notícias recentes, no jornal, foi sobre um cara em Goiás que queria processar o amigo que o convenceu a participar de uma orgia.

Entre as coisas mais benignas, é possível ver os gols dos jogos da seleção, e às vezes até os do campeonato brasileiro. O Barrichello aparece sempre depois das corridas, naquela entrevista com os três primeiros colocados (mas é um pouco estranho assistir F1 no domingo à noite…), e ele está em uma propaganda da Vodafone. E logo que chegamos aqui ouvimos várias entrevistas do Guga no rádio, por causa de algum torneio de tênis que estava acontecendo (Rolland Garros?).

Também tem uma propaganda divertidíssima de uma marca de café (Riva) que se anuncia como “the Brazilian coffee”; a música que toca tem como refrão “there’s an awful lot of coffee in Brazil”, e as imagens mostram “brasileiros” tomando café em inúmeras situações, digamos, inusitadas. E a Cris freqüentemente me mostra modelos em propagandas (na TV, jornal e na rua) que são brasileiras, mas que eu nunca reconheceria.

Ah, e aqui se vende Havaianas. 17 dólares o par, se não me engano. Um assalto.

Austrália 19 Jul 2004 23:13

Futebol

Os esportes australianos são um pouco como os animais daqui: para quem é de fora, parecem incompreensíveis, e olhando de perto parecem com uma mistura de várias coisas. Por exemplo, existe um chamado “netball”, que parece ser mais ou menos uma mistura de handebol com basquete: o objetivo é acertar a bola em um cesto, mas não parece ser permitido correr com a bola, ou batê-la no chão, ou ainda saltar para acertar a cesta. E não há tabela atrás da cesta.

Mas o assunto é futebol… o que eles chamam de football aqui (“Australian Rules Football”, ou “footy”) não é nem um pouco parecido com o nosso.

Ok, isso é exagero. Tem algumas similaridades. Por exemplo, o objetivo principal é usar os pés para fazer com que uma bola entre em um gol; dois times jogam um contra o outro em um estádio, em um campo com grama, e cada um tenta acertar a bola no gol do outro. E acaba aí.

O campo não é retangular, mas oval (ou seja, não existe “linha de fundo”) e tem bem uns 150 metros de comprimento. O jogo tem quatro quartos de 20 minutos cada (o que leva ao nome óbvio para o programa de TV que se segue ao jogo: “The Fifth Quarter”), mas com paradas e intervalos um jogo dura mais ou menos umas três horas. Cada time tem 18 jogadores, e não existe goleiro. Os jogadores podem usar as mãos e os pés para conduzir a bola, mas é proibido arremessar a bola de um para outro; eles podem chutar ou bater com a mão fechada. Tipicamente eles correm com a bola na mão, quicando a cada poucos metros. Ah, e a bola tem o mesmo formato da de futebol americano.

Os gols são mais ou menos tão largos quanto os de futebol “normal”, mas muito mais altos (não existe o travessão). O time que fizer a bola passar entre as traves do adversário usando os pés ganha seis pontos, mas a bola não pode tocar as traves; se tocar, não vale nada. De cada lado do gol existe um “sub-gol”, outras traves a alguns metros de distância; se a bola passar entre essas traves, ao invés das principais (de novo, sem tocá-las), vale um ponto só.

E não existe “gol contra”; se a defesa acidentalmente (ou propositalmente) fizer a bola passar entre as traves, vale um ponto só para o ataque. Como o placar final dos jogos geralmente parece com placar de basquete (na casa dos 100 pontos), um ponto não faz tanta diferença assim. A saída de jogo depois de um gol é uma “bola ao alto” no meio do campo, então é bem comum que o mesmo time que acabou de marcar um gol vá logo para o ataque e marque outro em seguida.

Além disso, existem inúmeros detalhes esquisitos, e isso é só o que eu consegui descobrir assistindo jogos na TV. O mais engraçado que eu já vi foi o que acontece quando a bola sai pela lateral do campo: um dos juízes (são três) recoloca a bola em jogo, jogando-a de costas para dentro do gramado, por cima da cabeça. Parece coisa de jogo de crianças.

O “andar” do jogo também parece com jogo de crianças, mas depois que alguém mais invocado gritou “não tem mais falta!”. Na verdade, lembra um pouco rúgbi, ou até hockey no gelo: muito violento, e parece que quase nada é proibido e que todo mundo está atrás da bola. Ainda não consegui discernir nenhuma estratégia ou tática no movimento dos jogadores, mas acredito que algo existe. O jogo é muito corrido, e pára muito pouco, exceto pelos gols (aliás, as emissoras sempre correm para os comerciais no instante em que acontece um gol). Ocasionalmente alguém ganha a oportunidade de chutar em gol de 50 jardas de distância sem interferência, mas ainda não sei bem em que situações isso acontece; me parece que uma é quando a bola é chutada para dentro da grande área (um semi-círculo de 50 jardas ao redor do gol) e alguém do ataque consegue pegá-la no ar antes que ela toque o chão.

A liga principal de futebol aqui (a “primeira divisão”) se chama AFL; tem 16 times, e não parece existir ascenso e descenso. Existe um time chamado Collingwood (é de um dos subúrbios de Melbourne) que parece ser o Corinthians, ou talvez o Flamengo, daqui: todo mundo ou ama ou odeia o time (não tem neutros), e eles não ganham nada sério há um bom tempo. Vários habitantes locais com quem falei me disseram que eu tenho que escolher um time para ter assunto nas manhãs de segunda-feira, e recomendaram esse…

E passa muito futebol na TV. Em um fim de semana típico, pelo menos uns cinco jogos estão disponíveis na TV, em dois ou três canais e horários diferentes (e isso em canais abertos). Melbourne tem dois estádios onde são disputados vários dos jogos (o MCG e o Telstra Dome), e mesmo os jogos locais são transmitidos para cá.

A popularidade desse football aqui é idêntica à do nosso futebol no Brasil, se não maior. Mas que é um esporte muito estranho, isso é.

Acaso 19 Jul 2004 18:14

Eu, Tu, Eles

Alguns dias atrás a SBS passou o filme “Eu, Tu, Eles”, com a Regina Casé (“Me, You, Them” aqui), legendado. Assisti só o começo, porque passou muito tarde (e também porque o filme é um pouco chato…), mas era interessante ver as diferenças entre a legenda e o que era falado… perdia-se toda a “cor” da linguagem na tradução.

Pessoal 07 Jul 2004 08:35

Sorte

Eu já mencionei em outro texto que, logo no dia em que chegamos à Austrália, eu achei duas moedas de 5 centavos no chão. Bom, desde então, eu já achei uma moeda de um dólar, mas infelizmente ela estava colada no chão; uns vinte passos adiante, achei outra moeda de 5 centavos (não colada); e uns dias depois (nesse domingo), achei uma moeda de 10 centavos dentro de um Hungry Jack’s. O que já dá 25 centavos de ganhos desde então!

E agora eu ganhei, em um sorteio feito pela ZDNet, uma inscrição para o Oracle OpenWorld, a conferência da Oracle que acontece aqui em Melbourne de hoje até sexta (o valor da inscrição, normalmente, é A$1450). Então, nos próximos dias, estarei acompanhando a conferência, no Melbourne Convention Centre. Ah, e já ganhei uma mochila, uma caneta e alguns outros brindes.

Depois conto como foi…

Austrália 05 Jul 2004 01:07

Casa, comida e conversa

Últimas compras

Eu não comentei em muitos detalhes, mas acho que cheguei a mencionar que nós acabamos as compras “básicas” que precisávamos fazer para o apartamento. O último item foi o computador, e logo antes a TV.

Uma coisa interessante da pesquisa que fizemos para a TV foi a quantidade de marcas desconhecidas que encontramos, em geral asiáticas: TEAC, Akia, Omni, Awa etc. Essas marcas tipicamente eram bem mais baratas que as mais conhecidas (Sony, JVC, Panasonic etc.).

Acabamos comprando uma TV chinesa “genérica”, ou seja, vendida com a marca da loja onde compramos (DSE, Dick Smith Electronics). É um modelo bem simples, 20 polegadas (51cm, na verdade), tela plana, sem muitas frescuras. Como a loja era aqui pertinho, trouxemos o aparelho para casa de táxi (tentamos trazer a pé, mas desistimos). Foi instalado com bastante facilidade na mesa recém montada para recebê-la, mas aí deparamos com um problema inesperado: ela não tinha antena. E, obviamente, não pegava nada.

Depois de um rápido passeio à loja de ferragens mais próxima, isso se resolveu. Na parede do apartamento existe um plug para a antena da TV (não é o mesmo da TV a cabo, é outro); comprei um cabo que encaixava ali, liguei na TV e voilà! Cinco canais apareceram na nossa TV: ABC, SBS, Seven, Nine e Ten. Não é exatamente uma grande lista de opções, mas é de graça…

Para comprar o computador, pesquisamos um pouco mais, olhei várias lojas online e offline, e acabei decidindo por uma lojinha de um chinês, a menos de 50 metros do nosso prédio. Comprei um computador bem razoável (Celeron 2.6Ghz, 256MB, 40GB de disco, CD-RW e DVD, monitor de 17″, WinXP, modem e rede) por menos de 1000 dólares. De acessórios extras, precisamos comprar uma régua para ligar tudo, e ainda compramos uma impressora baratinha da Canon.

Depois disso tudo, consideramos o apartamento pronto para viver!

Apartamento

Mais alguns detalhes sobre características do apartamento onde estamos: nós não pagamos pela água nem pelo gás, mas pela energia elétrica sim. Antes de virmos para cá, tivemos que pedir que a energia fosse religada, e para isso tivemos que descobrir para quem ligar… Eletricidade, aqui, é privatizada, então existem várias empresas que prestam o serviço. Nós acabamos olhando as páginas amarelas, e escolhendo mais ou menos às cegas. Contratamos uma empresa chamada AGL, que se anuncia como sendo barateira. Vamos ver… a conta vem só de três em três meses.

O apê também vem com manuais para todos os eletrodomésticos incluídos, além de informações gerais sobre o prédio. Temos aquecimento, e o interfone tem uma tela para mostrar quem está na porta. Para entrar no prédio usamos um cartão eletrônico, similar a um crachá (com leitor por proximidade). O elevador também usa o mesmo cartão, e só nos leva ao nosso andar. A porta do apartamento, pelo menos, tem uma chave normal.

Uma pessoa importante aqui, e que nos ajudou bastante ao trazermos os móveis para o apartamento, é o building manager, que se chama Sam. A função dele é mais ou menos a mesma de um zelador: inclui cuidar para que tudo funcione, limpar as áreas comuns, garantir que os moradores cumpram as regras, e assim por diante. Até onde pudemos ver, ele é o único funcionário do prédio.

Quando chegamos aqui, a nossa caixinha de correio já estava cheia de coisas; tudo “junk mail”. Cardápios de restaurantes próximos, catálogos de lojas… mas foi bom, porque precisávamos disso mesmo. Ultimamente não tem mais chegado tanta coisa, claro.

Como eu mencionei anteriormente, o apartamento pega sol na parte da manhã, o que faz com que acordemos em um quarto bastante iluminado (as persianas não escurecem muito), mas isso não tem incomodado. A nossa vista é bem “aberta”, não há prédios altos muito próximos ao nosso, mas é dominada pela Melbourne Central Tower, um prédio de uns 60 andares que fica a uns 100 metros daqui.

Feira

Não muito longe daqui fica o Queen Victoria Market. Para quem é de Porto Alegre, dá para descrevê-lo como sendo uma mistura do Mercado Público com o Brique da Redenção, só que umas dez vezes maior. Tem *muita* coisa lá, e muita gente, especialmente em domingos de sol.

Ele é bem dividido em três áreas: uma tem frios, carnes e produtos similares (queijos, vinhos, conservas…); a outra é feira, mesmo, com frutas e hortaliças; e a outra é similar ao Brique, com antigüidades, artesanato, pedras preciosas e coisas assim.

Os preços das hortaliças e frutas não são tão bons assim, comparando com os do supermercado; ficam muito próximos, e freqüentemente o supermercado é mais barato. Mas se consegue coisas baratas lá, e temos feito compras lá com alguma freqüência (principalmente a Cris).

Falando em compras (mas sem nada ver com a feira), outro dia, nos supermercado, eu descobri que aqui tem Quick (aquele pó para colocar no leite) em vários sabores que não tem no Brasil: mel, baunilha, laranja e banana foram os que mais me chamaram a atenção. E isso me lembrou de uma coisa… alguém mais se lembra da época em que existia Toddy de banana? Foi muito tempo atrás, na época em que Toddy não dissolvia direito em leite frio. Alguém confirma, ou é imaginação minha?

Sotaque

O inglês australiano tem suas peculiaridades… No Brasil, a gente está mais acostumado ao inglês norte-americano, o que é normal. Então, uma das coisas diferentes aqui é que o inglês é mais britânico (apesar do nosso futebol se chamar “soccer”). Por exemplo, “schedule” não se pronuncia “skédul”, mas sim “shédul”. Também há aquelas coisas que quase todo mundo sabe, como usar “centre” ao invés de “center” (mas pronunciar do mesmo jeito). E tem palavras que são diferentes, ou que se usa diferentemente.

Por exemplo, fila aqui é queue, e não line. Pimentão não é bell pepper nem green pepper, é capsicum. Catchup é tomato sauce. Cadeia não é jail, é gaol, mas se lê como jail, mesmo. Similarmente, camiseta de times de futebol é guernsey, mas se lê como se fosse jersey.

Ah, e muitas abreviações são usadas… o capsicum ali de cima freqüentemente aparece como “caps”. Footbal vira “footy”, registration (de carros) vira “rego” (pronunciado com um g suave, como se fosse j), afternoon vira “arvo”, mosquito vira “mozzie” e assim por diante. Lógico que quem vem da terra do refri, do findi e do níver não pode reclamar disso.

E tem o sotaque. Varia bastante, e parece ser mais forte em quem vem do interior do país, mas é perceptível em quase todo mundo. As vogais são pronunciadas de uma maneira diferente, que (para mim) é quase impossível escrever. O “a”, em palavras que nos EUA tem som de “ei”, aqui acaba soando como “ai”. Por exemplo, “organisation” soa mais como “organisAItion”. O “o” aberto (como em “ok”) fica, hmmm, bem diferente. E, não sei se isso é comum em outros lugares, palavras terminando em “a” seguidas por uma palavra que comece por vogal ganham um som de “r” no fim. Algo como “AustraliaR advanced to the finals…”, “MassaR is a little faster than Sato” etc. Não sei se isso é uma regra, ou sequer se as pessoas fazem isso conscientemente…

Um pouco é questão de hábito, mas quando a gente encontra alguém com sotaque mais forte, é difícil de entender. Vale dizer que ainda é mais fácil do que entender o sotaque de muitos dos orientais que a gente encontra; no geral, o sotaque australiano acaba sendo minoria…

E uma coisa não tão relacionada a sotaque… como é estranho ouvir “em inglês” nomes que a gente pronuncia diferente, não? Exemplo: “Adidas”, aqui, soa como “Édidas”. “Palmolive” é “palmolaive”; “Colgate” é “colgueit”; “Levi’s” é “livais”. E assim por diante.

Claro, tudo muito natural, mas soa muito estranho na primeira vez que se ouve.

Acaso 04 Jul 2004 18:49

Eurocopa

E a Grécia foi para a final! Melbourne tem uma comunidade grega muito grande; isso, aliado ao fato de que os jogos da Eurocopa são na madrugada daqui, fez com que eu acordasse lá pelas 6 da manhã de sexta com gritos e buzinas de comemoração. A capa do jornal de sábado tem fotos da festa, e parece que foi bem grande.

O interessante é que a primeira coisa que eu ouvi foi um cara gritando “Greece, Greece”, que eu, ainda dormindo, entendi como “Grêmio, Grêmio”, e acordei pensando “tinha Gre-Nal hoje?”. Com as buzinas eu acordei melhor e lembrei onde estava…

Se a Grécia ganhar de Portugal, eu com certeza vou ficar sabendo na madrugada de segunda…