Austrália 23 May 2004 16:48

Retrospectiva – final

Bom, continuando com a história de como foi o processo para conseguir o visto para a Austrália. A primeira parte está aqui, e a segunda está aqui.

No final de janeiro recebi um e-mail do meu case officer dizendo que eu e a Cris deveríamos apresentar provas do nosso relacionamento, para que a migração conjunta fosse aceita. Teríamos que mandar qualquer coisa que tivéssemos que atestasse a existência de um relacionamento sélido: fotos, cartas endereçadas aos dois, coisas assim. E, além disso, uma declaração assinada, testemunhada e registrada em cartório dando detalhes do relacionamento e explicando o motivo de morarmos em cidades diferentes.

Juntamos várias fotos nossas juntos, em casa e em viagens, adicionamos envelopes de cartas de amigos endereçados a nós dois conjuntamente, um extrato da Gol mostrando todas as nossas viagens entre Porto Alegre e São Paulo e contas telefônicas mostrando inúmeras ligações nas duas direções. Conseguimos, também, que um casal de vizinhos servisse como testemunha para a declaração e nos acompanhasse ao cartório para autenticar as assinaturas. Enviamos tudo para a Austrália no início de fevereiro.

Passaram-se os dias, e nenhuma notícia. No final de fevereiro, quase um mês depois de enviarmos os papéis, mandei um e-mail para o officer perguntando se estava tudo em ordem e se ele não precisava mais nada. A resposta chegou na noite de domingo, 29/02 (segunda pela manhã na Austrália), dizendo que não só estava tudo bem, como o visto já tinha sido aprovado e deveríamos receber uma carta com os detalhes logo, logo.

Esperamos, esperamos, e nada da carta. Mandei outro e-mail, e ele me pediu que esperássemos até 18/3; se nada chegasse, ele reenviaria. De fato, nada chegou, e ele reenviou. Mais uma semana se passou, e nada chegou. Um novo e-mail foi, e dessa vez ele enviou tudo eletronicamente, e finalmente chegou! Nos dias seguintes mandamos os passaportes para Brasília, para receberem os vistos, e os recebemos de volta no sábado de Páscoa (alguns dias depois, a segunda carta do case officer chegou; a primeira, que teria também a devolução das nossas fotos, nunca chegou).

E esse foi o fim da história até aqui. Antes mesmo de termos os vistos na mão já tínhamos as passagens, e daqui a três dias vamos embarcar para lá. Agora, o resto da história é do outro lado do mundo.

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