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Dia 3, 15/03/1999 - New York

E lá estava eu, acordando pela primeira vez em Nova York nestas férias; ainda animado pelo início das férias, acordei bem cedo para não perder tempo. E, claro, passei novamente pela famosa "guerra do chuveiro", que é a batalha para encontrar o ajuste para a temperatura perfeita em um chuveiro que eu nunca tinha usado. Este era antigo, e foi relativamente complicado... Este também foi o dia em que comecei a levar choques de eletricidade estática em portas e maçanetas; o primeiro foi na saída do quarto do hotel, ao tocar no interruptor para apagar a luz. Por algum motivo até hoje desconhecido para mim, eu virtualmente nunca levo choques assim no Brasil, mas levo muitos nos EUA.


Saí para a rua, e lá estava a neve! Havia nevado boa parte da noite, e uns cinco a dez centímetros de neve se acumularam no chão. Mostrando a eficiência americana para lidar com estas coisas, as ruas estavam quase que completamente livres de neve (equipes de limpeza passaram pela cidade ainda durante a madrugada, me contaram depois). Nas calçadas havia um pouco de neve em alguns lugares, o que deixava o chão bem liso, mas quase só se via neve nas sarjetas e em alguns telhados. Também estava menos frio do que no dia anterior, e eu estava melhor agasalhado (luvas, touca, um casaco mais pesado...), entao eu estava mais confortável na rua, mesmo sem sol e com vento.

Decidido a ver mais neve, fui na direção do Central Park (depois de me abastecer de café). No caminho comecou a nevar de novo, mas muuuito fraquinho, os flocos de neve derretiam assim que caíam. Bonito, ainda assim. Nas proximidades do parque estava ventando bem mais do que nas áreas mais "urbanas", acredito que por que o lugar era mais aberto. Mas o parque estava muito bonito... ainda era cedo, e com o frio e a neve o parque estava quase vazio; lá dentro estava muito silencioso, e com aquela paisagem branca e o céu cinzento parecia que se estava longe de qualquer coisa, a não ser quando se via os prédios ao longe. Mas os únicos ruídos que chegavam lá eram o som dos meus próprios passos e da neve caindo dos galhos. Fiquei um bom tempo dentro do parque, cruzei ele de leste a oeste e voltei, sempre procurando as trilhas por onde ficasse mais fácil andar. Apesar do frio, vi algumas pessoas correndo, e algumas passeando com cachorros (os cachorros pareciam bem acostumados com neve, aliás).


Eu tenho uma amiga cujo hobby é fotografia; assim como ela, eu sou um fotógrafo compulsivo. A diferenca é que ela, além disto, sabe bater fotos bem :-) O resultado é que eu tipicamente chego em casa depois de uma viagem com várias fotos muito parecidas do mesmo lugar... (a minha mãe uma vez me pediu para ficar com algumas das fotos duplicadas que eu tinha, e eu tive que explicar que nenhuma era duplicada...) Decidido a não fazer diferente desta vez, bati muitas fotos dentro do parque, mostrando árvores de todos os tipos e muita neve. Precisei ser cuidadoso com a câmera por causa da neve caindo das árvores; volta e meia caía uma bola de neve perto de mim, mas nenhuma me acertou.

Geografia... o Central Park é um enorme retângulo verde (ou branco, no caso) no centro da ilha de Manhattan. Como bom retângulo, ele é mais comprido em uma direção do que na outra; a direção mais longa é a norte-sul, em que ele vai da rua 59 (ao sul) à 110, que já é lá no Harlem. Na direção leste-oeste ele vai da 5a. Avenida até a 8a., também chamada de Central Park West. Como deve ter ficado claro, as ruas em NY vão no sentido leste-oeste, e as avenidas no norte-sul (em geral); ao mesmo tempo, a distância entre ruas consecutivas é muito menor que a distância entre avenidas consecutivas (os quarteirões também são retângulos). Isto quer dizer que as três quadras de distância da 5a. a 8a. Avenidas não são tão pouco quanto parece, e que as 51 quadras da rua 59 à 110 não são necessariamente uma distância 20 vezes maior que a anterior; a primeira é cerca de 700m.

Depois de um bom tempo no parque, me dirigi de volta ao hotel, com antes uma parada estratégica para comprar mais filme; afinal de contas, eu não podia me arriscar a ficar sem filme para mais fotos :-)

Alguns anos atrás, quando a Nutec North America estava envolvida em um projeto de desenvolvimento de um telefone com acesso à Internet, a empresa que nos contratou para desenvolver o software era de Nova York. Na época eu tive bastante contato com a empresa, e inclusive estive em NY duas vezes a serviço por conta desta empresa. Neste período eu trabalhei junto com uma programadora desta empresa, chinesa de nascimento mas nova-iorquina de residência, que depois mudou de emprego, mais ou menos quando o projeto desapareceu. Ainda assim nós mantivemos contato por e-mail, e o motivo da volta ao hotel é que nós tínhamos combinado de nos encontrar para almoçar juntos. E de fato ela já estava me esperando no hotel, e de lá nós fomos almoçar em um shopping center relativamente próximo ao hotel (e que eu nem sabia que existia, aliás). Acabamos passando a tarde toda juntos, batendo papo e andando pelas redondezas, aproveitando que estava "quase" saindo sol e começando a esquentar um pouco. Não foi uma tarde muito turística, portanto, mas valeu a pena.

À noite, depois de deixá-la na estação do metrô, comprar alguns salgadinhos e levá-los de volta para o hotel, decidi ir visitar o Empire State. Eu já estive no topo do edifício uma vez, mas durante o dia, e queria ver como é a vista de lá à noite. Mas não dei sorte... o terraço estava fechado por causa do gelo acumulado, e estavam recomendando que se voltasse no dia seguinte. Ok, tenho tempo... saí dali e fui para Times Square.

Times Square, a região proxima ao cruzamento da Broadway com a rua 42, é a versao nova-iorquina de Las Vegas, mas sem o jogo; me refiro ao excesso de neons e luminosos e à concentração de centros de entretenimento. Estava muito cheia de gente, a ponto de ser complicado andar pelas ruas, entao não fiquei muito tempo por ali. Uma situação interessante foi que entrei em uma banca de revistas e vi a Fernanda Montenegro na capa de uma; era uma revista de cinema, mas nao lembro o título.

Geografia de novo... a Broadway é uma avenida nova-iorquina peculiar: ela não segue um caminho norte-sul normal, mas faz uma diagonal pela ilha. Ela comeca no Battery Park, na ponta sul da ilha, e segue um trajeto bem comportado até a altura da rua 10; até aí ela fica entre a 4a. e a 5a. Avenidas. Aí ela dá uma guinada para o oeste, cruza todas as avenidas até a 8a, desvia do Central Park e se coloca entre o que seria a 10a. e a 11a. Avenidas, ali já com outros nomes (Amsterdam e West End); se desvia da Columbia University na altura da rua 108 e termina a ilha ao norte no lugar da West End Ave. É a avenida mais longa da ilha, a propósito; ela cruza quase todas as ruas e avenidas importantes da cidade.

Mas, voltando ao assunto... depois do passeio noturno, voltei ao hotel para me recuperar das caminhadas e ficar pronto para o dia seguinte. Uma coisa que eu não pude deixar de notar foi a quantidade de policiais nas ruas: são muitos mesmo, tanto de carro quanto a pé. Não lembro de NY ser assim das outras vezes que estive lá, e não lembro de ter visto algo assim em nenhuma outra cidade americana.

Dia 4, 16/03/1999 - New York

Manhã de terça-feira, muito fria e muito ensolarada. Amanheceu um dia absolutamente lindo, sem uma nuvem no céu, mas frio. O programa do dia começava com o Intrepid Sea-Air-Space Museum, um museu que fica em um porta-aviões no rio Hudson, no lado oeste da ilha.

Entao, saí do hotel e peguei o metrô até a estação mais próxima do museu. O metrô é o meio de transporte mais eficiente de NY sem a menor dúvida, apesar de ser um pouco caro ($1.50). Eu comprei um cartão, "MetroCard", de $6.00 que é usado nas roletas das estações e também serve para os ônibus urbanos (que custam o mesmo preço, me parece). Da estação fui caminhando até o cais onde fica o porta-aviões e, ao chegar lá, descobri que estava fechado... não por causa da neve, mas porque era terça-feira. Nesta época do ano ele só abre em quartas e domingos. Bom, programa já definido para o dia seguinte...

De volta para o centro da ilha, fui tomar o café da manhã em Times Square. Uma coisa que me chamou a atenção foi o letreiro luminoso com cotações de ações que fica em um prédio nas redondezas; muitas das ações cuja cotação passava por ali eram de empresas de tecnologia: SUNW (Sun Microsystems), EBAY (eBay), INTC (Intel), AAPL (Apple), AMZN (Amazon), MSFT (Microsoft) etc., e estas são só as que eu conhecia a sigla; parece que esta história de informática dá dinheiro mesmo :-) Isto foi na época em que o índice Dow Jones ainda estava oscilando um pouco abaixo de 10.000, então tinha muito mais gente prestando atenção nestes índices do que o normal, esperando para ver se ele passava do limite...

Falando em tecnologia, uma novidade em Times Square desde a minha última visita a NY foi a abertura de um "visitor center", onde existem informações para turistas, venda de mapas e tours, e algumas estações para leitura e envio de e-mail (patrocinadas pela Yahoo!). Havia uma fila bem longa atrás da estações...

Aproveitando que eu estava perto, decidi ir visitar o Museu do Rádio e TV, na rua 52, mas parece que não era o meu dia de sorte: estava fechado, abria só depois do meio-dia. Bom, estava um lindo dia de sol, já menos frio... fui passear no parque.


Eu e a torcida dos Yankees. Tinha muita gente no parque, que aliás estava muito bonito: a neve com sol e céu azul fica ainda mais bonita, mas quase que se precisava de óculos escuros. A neve já estava comecando a derreter, não pendia mais dos galhos e em alguns pontos já dava para ver a grama, o que tambem atraiu os esquilos para fora das tocas. Fiquei encantado com o primeiro que eu vi, bati duas fotos do bichinho, e depois de uns 15 minutos eu não agüentava mais ver esquilos. Bom, cruzei o parque mais ou menos pelas mesmas trilhas do dia anterior, e fui visitar o Museu de História Natural, na Central Park West. Este estava aberto.

Eu já havia estado no museu antes, mas tinha me concentrado mais em ver os esqueletos de dinossauros que eles tem lá. Para quem viu "Mad City", com o John Travolta e o Dustin Hoffman, o museu da cidadezinha onde se passa a história é o proprio Museu de História Natural de NY, e aqueles dinossauros da entrada estao lá mesmo; quem não viu, veja, porque vale a pena. Mas o meu interesse desta vez era em uma exposição especial sobre epidemias, vírus (biológicos) e bactérias. Levei quase 15 minutos depois de entrar para achar o lugar (escondido no último andar), mas valeu a pena, a exposição era muito interessante. Tinha displays sobre epidemias "famosas" (peste na Europa, gripe espanhola no início do século, hantavirus etc.), trajes de contencao biológica, várias bactérias para serem vistas em microscópios (mortas) etc. Bem interessante.

De volta ao ar livre, em outro caso de "já que estou aqui...", fui conhecer o Upper West Side. Esta é a area da cidade a oeste do Central Park, entre as ruas 58 e 98, e é uma area "chique". É onde foi construído o primeiro edifício de apartamentos de luxo de NY, o Dakota, onde morou o John Lennon (e onde mora a Yoko Ono, acho), e é uma vizinhanca relativamente tranquila.

Como estava ficando tarde, aproveitei para almoçar, e comi no lugar que se auto-descreve como tendo o melhor cachorro-quente de NY, o "Gray's Papaya". é preciso deixar claro que um cachorro-quente americano é algo bastante diferente do nosso: um legítimo hot-dog é uma salsicha envolta em pão, ponto. Mostarda e catchup são opcionais, ocasionalmente vai algum molho com queijo ou com cebolas, mas é isto. Inclusive, o pão inicialmente também era opcional: os "hot-dogs" americanos começaram com a venda de salsichas em jogos de baseball; as salsichas, de origem alemã, eram chamadas de daschshunds (ou algo parecido) (este é o nome que se dá para aqueles cachorrinhos "lingüiça" em inglês, também), e eram vendidas avulsas; os vendedores anunciavam aos brados as "hot daschshunds", e um reporter disléxico abreviou por "hot dogs", dando origem ao nome. O pão foi uma idéia posterior: os vendedores costumavam emprestar luvas brancas para que as pessoas comessem as salsichas sem sujar as mãos, mas muita gente não devolvia as luvas, então um brilhante vendedor teve a idéia de colocar pão ao redor da salsicha, e fez bastante sucesso com a invenção.


Em todo caso, não sei se o hot-dog do Gray's Papaya é o melhor de lá, mas os precos são imbatíveis: dois hot-dogs mais um suco de papaia por $1.95 (se chama "recession special"). O suco de papaia é incrivelmente bom, recomendo. O lugar fica na esquina da rua 72 com a Broadway.

Seguindo a caminhada pelo bairro, encontrei a Zabar, uma delicatessen famosa. Já vi alguem descrever o lugar como sendo o que acontece quando um dono de delicatessen enlouquece, e pode ser verdade: tem muita coisa lá dentro, de todos os tipos, aparentemente sem organização nenhuma. Encontrei até um preparado para fazer polenta, e café Melitta! Mas não comprei nada.

Mais adiante, encontrei o Riverside Park, que, como o nome diz, fica ao lado do rio. Seria um lugar ótimo para ficar em paz vendo a paisagem se não fosse a existência de uma estrada entre o parque e o rio, o que deixa o lugar bem barulhento. O lugar é bonito, mas o barulho deixa difícil ficar lá por muito tempo. Me chamou a atenção a existência de áreas cercadas que servem para que as pessoas larguem os seus cachorros para brincar; no resto do parque os cachorros precisam ficar nas coleiras.

O Veríssimo, em uma cronica do "Traçando New York", fala da promiscuidade cultural de NY, criada com a mistura dos imigrantes, e cita como exemplo a existência de uma "Pizzeria Goldberg", ou seja, uma pizzaria de judeus. Acho que eu ganhei dele: vi um restaurante chinês chamado "La Caridad".

A tarde estava terminando, então me dirigi de volta para a minha "base de operações" no centro da ilha, de metrô. Eu até pretendia voltar de ônibus para o hotel, para poder ir vendo a cidade, mas esperei, esperei e o ônibus não veio, acabei desistindo. Aproveitei o tempo que me sobrou para ir à procura de um relógio, para substituir o meu que estava se aposentando precocemente. Visitei a Macy's, mas os relogios de lá ficavam um pouco acima do meu orçamento. No shopping do dia anterior tinha uma loja da Swatch que tinha uns preços bons, mas os relógios da Swatch são, digamos, muito extrovertidos para mim. Vi uns relógios da Casio daqueles que são quase uma estação meteorológica em miniatura, e admito que deu vontade de comprar um, mas acabei deixando a decisão para outro dia...

Ainda restava um programa "atrasado" a ser cumprido, que era a subida do Empire State, frustrada ontem. Fui para lá de novo e desta vez era nítido, pelo tamanho da fila, que eles estavam completamente abertos. Então, entrei na fila e me resignei a aguardar... Na fila havia um funcionário tentando animar as pessoas e ao mesmo tempo convencer a comprar ingressos para um tal de "Sky Ride", que me parece ser um daqueles cinemas em que as cadeiras se mexem e tenta-se passar a ilusão de movimento. Ele estava dando ingressos para quem respondesse alguma pergunta, e a primeira que eu vi ele fazer foi "cite três filmes filmados no Empire State". Eu lembrava do "Sleepless in Seattle" e do filme que inspirou este, mas não lembrava o nome deste último (é "An Affair to Remember"); também lembrei de um com o Michael J. Fox em que ele se encontra com uma amiga depois de 30 anos no alto do prédio, mas até hoje não lembro o nome dele. Alguém ganhou citando os dois primeiros que eu lembrava mais o "King Kong". A pergunta seguinte foi "quem ganhou a luta de box de ontem ?" (aquela em que houve uma controvérsia enorme porque os juízes declararam empate). O ganhador respondeu "Don King".

Depois da fila do ingresso, a fila do elevador. A subida é em três partes (quatro se se contar as escadas rolantes para o primeiro andar); sobe-se de elevador até o 65o. andar (ou algo parecido), entra-se em outra fila e dali sobe-se até o terraço do 86o. Quem quiser subir até o 102o. enfrenta outra (longa e lenta) fila. A viagem de elevador é relativamente longa, então dá tempo de eles passarem uma gravação em várias línguas dizendo basicamente "bem vindo ao Empire State Building". Havia, no mesmo elevador comigo, um grupo de espanholas, que ficaram tentando identificar as línguas usadas na gravação (alemão, francês, japonês etc.). A última língua foi italiano, e uma das espanholas disse "português!", no que foi imediatamente corrigida pelas outras, com comentários como "Portugal, tão pequenininho, iam colocar aqui..." Ela tentou protestar com um "pero, los brasileños...", e a outra respondeu "não, brasileiro não vem em lugar assim, estão todos em Miami". E eu ali quietinho, olhando para o contador de andares...


O 86o. andar tem, além do terraço aberto, uma área fechada onde ficam as lojas de souvenirs e uma lancheriazinha; isto foi bom, porque estava muito frio do lado de fora. Logo que saí do elevador notei que quase todas as pessoas que estavam no terraço estavam do mesmo lado do prédio, que aliás nem era o que tinha a melhor vista. Descobri porque quando saí ao ar livre: aquele era o lado que não tinha vento. E que vento! Mas a vista era sensacional, luzinhas até perder de vista. Fiquei ali até enjoar do vento, e entrei na fila para o 102o. andar. Da outra vez que estive no prédio o 102o. estava em obras e, portanto, fechado, então nunca havia estado lá em cima.

Depois de uns 20 minutos na fila consegui entrar em um elevador apertado e, tão logo a porta fechou, o elevador comecou a descer e o ascensorista comecou a dizer "obrigado por visitarem o Empire State, ao sair dirijam-se para a esquerda...". Era brincadeira, e ele logo começou a subir de novo, mas nos segundos de indefinição ficou todo mundo se olhando, ninguém querendo ser o primeiro a reclamar... No fim, fiquei um pouco decepcionado com o topo: não é aberto (também, nem imagino como estaria o vento lá), e é muito pequenininho. A vista tambem não tem uma grande diferença em relação à parada mais abaixo (afinal, o que são mais 16 andares depois de mais de 80 ?)

Saciada a vontade de ver a cidade de cima, foi só entrar nas filas para descer de volta para o chão (ainda bem mais curtas que as da subida), e ir jantar em uma cadeia de fast food próxima. Daí foi só voltar para o hotel, para descansar e ficar pronto para os próximos dias...

Na próxima parte: visita ao porta-aviões, porque o nosso frango xadrez é falsificado e a cultura brasileira em Nova York.

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